Se você é fã de filmes de Suspense/Terror como eu, pare tudo o que você está fazendo agora. Pare de trabalhar, ou de fazer de conta que trabalha. Pare de dar comida pro seu cachorro ou pro seu periquito. Dê um pause no filminho pornô que você deve estar assistindo. Pare tudo e preste muita atenção nesse vídeo abaixo, de apenas três minutos: ele é uma das coisas mais macabras e perturbadoras que já pintaram por ai. Trata-se de um curta-metragem chamado "Mamá", do diretor espanhol Andres Muschietti. Confira:
Agora que você já deve ter, no mínimo, se assustado, vem a boa notícia: o diretor Guilhermo del Toro, do fantástico "O Labirinto do Fauno", assistiu à esse curta, e claro, adorou. Por esse motivo, ele vai produzir um longa-metragem baseado nessa mesma história, com direção da mente por trás desse curta. Agora, é esperar para ver no que vai dar. Eu acho que sai coisa boa, e você?
Quem me conhece sabe que eu tenho vários hobbys, um mais nerd do que o outro: assistir à um bom filme no cinema, passar horas jogando videogame ou lendo. E eu leio de tudo, desde gibis da Turma da Mônica até quadrinhos orientais (mangás), passando ai por bula de remédio e rótulo de shampoo. Já li grandes clássicos, já li autores quase desconhecidos. Já li romances de ficção, policiais e fantásticos. Já li livros reportagens e biografias. Ou seja, entre todos os meus hobbys, a leitura é com certeza um dos mais presentes.
Mas não é só porque eu leio de tudo que sou obrigado a engolir algumas coisas que eu vejo à venda nas lojas físicas ou virtuais. A cada dia, vejo mais e mais títulos tão absurdos que me fazem pensar quem, em sã consciência, compraria uma obra dessas (a não ser, claro, para dar de presente num possível "Amigo da Onça"). Pesquisando na internet, não é difícil encontrar esses livros que não saem da primeira edição.
"Geisy Arruda: Vestida para Causar", do jornalista Fabiano Rampazzo, é só um exemplo. Saca só a sinopse: "Geisy Arruda foi manchete dos principais jornais do Brasil quando, após aparecer com um vestido provocante e ter sido ofendida por alunos da faculdade em que cursava Turismo, foi expulsa da instituição. Neste livro, ela, que agora aparece nos programas de TV e aproveita seus 15 minutos de fama, conta como tudo aconteceu."
Quantos erros você encontrou só nesse trechinho? Eu? Vários. Vamos à eles. 1) É um livro sobre uma menina que foi expulsa de uma faculdade. Quantas vezes isso não acontece por esse Brasilzão sem porteira? 2) É um livro sobre uma pseudo-celebridade de apenas 15 minutos de fama... Ok, o que uma pessoa desse nível pode ter de interessante à contar? 3) No livro, ela conta como tudo aconteceu. Ah, fala sério: quantas entrevistas com essa mesma pauta ela deu, desde o acontecido? Vou parar por aqui com minhas considerações, para o meu próprio bem (e o seu também leitor). Mas ai vai uma perguntinha ao autor e à Geisy: você fala ai no seu livro que, muitas vezes, transava com taxistas em troca de uma viagem? Dúvido!
Olha ai o nível da pessoa que o Brasil transforma em celebridade!
Ah sim, e se o assunto é pseudo-celebridades, quem é a campeã em criá-los? Sim, a Vênus Platinada do Sr. Roberto Marinho, a Rede Globo e seu "Big Brother Brasil", odiado por poucos e adorado por milhões. Esse é o lar de gente que fica famosa com a mesma facilidade que desaparece da mídia: em semanas. Antes, uma brincadeira: você consegue se lembrar do nome de TODOS os ex-BBB's?? Aposto que não! E o que eles fazem para volta à tona, à mídia, a ser amado pelo povo novamente? Um prêmio se você adivinhar... Bingo, lançam livros auto-biográficos! Exemplos são muitos, então prepare-se: o que você vão ler em seguida pode provocar ânsias de vômito, mal-estar ou diarreia.
“Ainda Lembro”, de Jean Wyllys. 112 páginas por apenas R$ 6,90 (o que ainda é caro). Sinopse? Esta: Vencedor do "Big Brother Brasil" em 2005, o professor universitário Jean Wyllys conta qual foi o impacto da fama no seu cotidiano. Ele assumiu sua homossexualidade durante o reality show. Sobre a família, ele diz que o pai "tinha problemas com o álcool" e morreu de câncer na base da língua. A segunda parte do livro de Jean traz crônicas e contos antigos.
"Diário Secreto de uma Ex-BBB: A História é Minha, Conto Para Quem Eu Quiser" (ou seja, um grupo bem seleto), da “escritora” Fani Pacheco. No livro são tratados assuntos dramáticos (tadinha) da vida de Fani Pacheco, como a separação dos pais e a doença da mãe. Ela conta como fazia para cuidar da avó, muito idosa, e da mãe, que sofria de esquizofrenia. Ela ainda conta experiências sexuais e fantasias que povoaram sua cabeça. Há um capítulo dedicado ao Big Brother e a relação que estabeleceu com Alemão e Iris. Além de outras curiosidades.
Ah, calma que o pior ainda está por vir:
“Bastidores de uma Panela de Pressão”, de Vanessa Cristina Soares Dias. Todos se lembram (todos? Têm certeza?) do dia em que Tina se rebelou dentro de um reality show e parou o país. Ela gritou, chorou e ba
teu panela, não engolindo calada uma competição desigual. Mas aquilo foi apenas o que as câmeras mostraram. Neste livro, a ex-BBB conta tudo sobre a sua experiência na "casa mais vigiada do Brasil" - desde a sua seleção até os bastidores das grandes confusões que arranjou. Ou seja, um clássico imperdível!
Agora, fala sério? Você leitor, que é uma pessoa inteligente e de bom gosto, seria capaz de ler livros desse tipo? Ok, ok, eu respeito o mercado editorial, sei que ele precisa sobreviver e sei que há público para tudo, até mesmo para livros de biografias de pseudo-celebridades. Mas, ao invés de ler essas drogas literárias, não seria melhor um Machado de Assis? Deixo a dúvida no ar, e também os links de cada livro. Vai que te dá uma curiosidade louca de dar uma "espiadinha" nessas obras!
O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o aqui e o agora. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais... Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar não vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com o seu bom humor? Com a esperança?
O que desejo para todos nós é sabedoria!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3, a dos amigos. Ou mude de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro):
Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade as coisas ficam diferentes.
Desejo para você esse olhar especial.
O ano que vai entrar pose ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser e que seja!!!
Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!!!
Estreou neste final de semana uma das grandes promessas para o fnal do ano nos cinemas. "Tron: O Legado" (Tron Legacy, no original), é a tentativa da Disney em fazer um revival de um clássico dos anos 1980, trazendo-o para a contemporaneidade para fazer dele uma nova (e quem sabe), rentável franquia. Porém, diretor e produtores parecem ter errado a mão. São tantas referências à outros filmes (muito mais clássicos do que "Tron"), que o longa sci-fi da Disney acaba pecando pela falta de originalidade. Se a ideia era criar uma nova saga, a empresa errou.
"Tron: O Legado" me surpreendeu por vários motivos. Gostaria que eles fossem positivos, mas infelizmente, a maioria é negativa. A Disney, muito esperta, resolveu colocar sua nova ficção científica numa das épocas mais rentáveis do ano para o cinema (o Natal), mas isso não evitou o que nenhuma empresa gosta de ver: salas vazias, inclusive no Brasil. Lá na terra do "Tio Sam", o filme acumulou cerca de US$ 43,6 no seu primeiro final de semana - pouco, perto do esperado pela Disney (US$ 70 milhões). Mundialmente, o filme conseguiu US$ 66,6 milhões.
Essas salas vazias talvez sejam explicadas pelo recebimento do longa ao redor do mundo. Críticos "desceram a lenha" na produção, afirmando que muito foi investido em visual, mas o mesmo não pode ser dito do roteiro. E realmente, isso fica explícito no decorrer do longa. Com uma história simples, mas que tem a pretenção de ser complexa, alguns diálogos surjem aparentemente "jogados" nas cenas, em meio à um visual primoroso.
Esse, por sinal, é um dos destaques do longa. Com certeza, é o mais belo atualmente em cartaz, ainda mais bonito do que "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada", uma produção com visual caprichado. "Tron: O Legado" conta, inclusive, com uma versão digital - e jovem - de Jeff Bridges. Os mais desatenciosos, não tenha dúvida, sequer vão perceber que se trata de um rosto criado por computação gráfica (ou seja, totalmente no computador), tamanho a qualidade dos efeitos. Cenários também seguem esse padrão, assim como os figurinos (que são estupendos).
Outro ponto que merece ser lembrado de maneira positiva é a trilha sonora. Com uma mescla do melho do "beat" dos anos 1980, com o que há de mais moderno na música eletrônica, não estranhe se você bater seu pé no ritmo da música na cena da boate, por exemplo. A banda Daft Punk também não decepciona. Assista e você vai entender.
Porém, os lados bons da produção param por ai. Como já dito, "Tron: O Legado" tem um roteiro mal construído e diálogos pobres. Na trama, Sam Flynn (Owen Best), é (só pra variar), um rebelde sem causa que vai se tornar um salvador. Ele busca informações de seu pai, Kevin Flynn (Jeff Bridges), criador do game "Tron", que desapareceu há anos. Seguindo pistas deixadas por ele, Sam acaba "entrando" no mundo paralelo e vitual de "Tron", onde precisa encontrar seu pai e salvar sua própria pele.
Ai entram novos pontos negativos. Essa história de mundo virtual já foi nos apresentado à exaustão. Isso até era novidade no primeiro "Tron", de 1982, mas hoje em dia beira o clichê. Ainda mais depois que a saga "Matrix" tratou desse assunto de maneiro tão profunda. Você ainda vai encontrar referências à "Star Wars" aqui e acolá, como em algumas cenas de naves e outras onde Sam usa uns capuzes onde, cá pra nós, fica parecendo um Jedi.
Agora, se o assunto é a atuação dos atores, nada que valha a pena comentar muito. Até mesmo Jeff Bridges, que venceu o Oscar no ano passado pela sua atuação em "Coração Louco" (Crazy Heart), parece salvar o filme. O mesmo vale para Owen Best, que não chama a atenção em nenhum momento.
Jogando tudo na balança, parece que "Tron: O Legado" foi inteiramente produzido para quem assistiu - e gostou - do seu antecessor, lá em 1982. Não é o meu caso, afinal, nunca vi tal filme. Mas dei uma chance por ser um tão falado revival. Fica a sensação de que faltou algo ao filme - e pelo final, acho difícil a Disney transformar esse filme em franquia.
Ruas movimentadas e barulhentas. Carros novos e velhos, motocicletas e bicicletas. Ônibus abarrotados. Caminhões gigantes e grosseiros. Pedestres atrevidos. Buzinas, conversas, gritos, motores, freios, aceleradores. Movimento e barulho.
Ruas sujas e mal-cheirosas. Pichações em paredes limpas. Pichações em paredes sujas. Concreto. Cinza por toda a parte. Lixo espalhado na sarjeta. Entulho atrapalhando o caminho. Cheiro de esgoto misturado ao cheiro de pão assando. Gente que não passou desodorante ao lado de gente que passou desodorante demais.
Uma subida eterna numa dessas ruas. Um muro sujo, com grades de ferro colocados para impedir roubos. Saltos. O muro sujo e as grades gastas protegem mato. Muito mato. Em meio ao verde vivo, o amarelo iluminador de uma flor. Vários pontos amarelos em meio ao verde.
Girassóis.
Girassóis em meio à um dia nublado e cinzento.
Um dia sem sol, mas iluminado por muitos girassóis.
Um sorriso brota numa face tristonha, assim como a luz brota num dia cinzento.
Assistir à "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada", terceiro filme da série baseada nos livros de C. S. Lewis, foi uma experiência interessante. Eu estava em meio à um grupo de quatro pessoas, e dessas, apenas duas (eu e meu irmão), somos profundos conhecedores do reino narniano (lemos todos os livros e acompanhamos os filmes lançados anteriormente). Uma terceira pessoa nunca leu os livros, mas já assistiu "O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa" e "Príncipe Caspian", precursores deste longa. A quarta pessoa jamais leu os livros ou assistiu os demais filmes. Mas ao final da exibição, todos tinham a mesma opinião: o terceiro longa é bom, e atende todos os públicos.
Do meu ponto de vista, isso é bom. Ao mesmo tempo que "A Viagem do Peregrino da Alvorada", mesmo sendo o terceiro de uma série de filmes, não deixa brechas para dúvidas, mesmo fazendo referência aos filmes anteriores, ele também brinda os fãs mais ardorosos da franquia com detalhes que os demais não vão captar, como a citação de Jill Pole ao final da aventura, deixando claro que os produtores querem, e muito, continuar a saga com "A Cadeira de Prata", que na humilde opinião deste que vos escreve, é o melhor de todos os livros.
Claro, muita coisa remete aos filmes anteriores, como por exemplo, quando Lúcia (Georgie Henley) e Edmundo (Skandar Keynes), ao serem resgatados do mar por Caspian (agora Rei), questionam se ele os havia convocado. E ele responde que não (para quem não sabe, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, no segundo filme, vão à Nárnia após um chamado de Caspian). São pequenas as referências, que não atrapalham, já que os fãs conhecem a história a fundo, e para os mais leigos, não chegam a atrapalhar.
Claro, a terceira aventura traz muitas novidades. A primeira delas é o primo estressado dos irmão Pevensie, Eustáquio Scrubbs (Will Pouter). Toda a história de "A Viagem do Peregrino da Alvorada" é contada pelo seu ponto de vista, que não é dos melhores, diga-se de passagem. Junto à Lúcia e Edmundo, ele acaba indo à Nárnia para ajudar Caspian a encontrar os sete fidalgos desaparecidos, ao mesmo tempo, livrar o país de um mal muito pior.
E Eustáquio é, de longe, um dos melhores personagens desse filme. Estreando no universo narniano, Pouter, ator mirim que interpreta o rabugento e mimado garoto, dá um show de interpretação e coloca atores já conhecidos na franquia, como Keynes, o Edmundo, no chinelo. O que é extremamente importante, já que num possível próximo filme ("A Cadeira de Prata"), sem os irmãos Pevensie, é Eustáquio, ao lado da jovem Jill, quem deve segurar as pontas. Henley, a Lúcia, por sua vez continua a mesma gracinha de sempre.
De resto, esse terceiro filme segue à risca os anteriores. Efeitos especiais de cair o queixo e uma trilha sonora incrível (para mim, uma das melhores entre os filmes de fantasia). Aslam está mais lindo (e real) do que nunca, assim como Ripchip, o simpático roedor espadachim. Mas se algo mudou, esse algo é o roteiro. Para quem leu os livros de Lewis, sabe que ele é sempre direto. Por isso, os roteiristas acrescentaram elementos no filme, como uma batalha final mais "nervosa". Isso ajuda a enriquecer a trama, uma vez que o livro não tem uma história tão complexa.
Outra coisa que deve ser citada é o enfoque mais humano (e até religioso), que esse filme desenvolve. Logo no início, vemos uma Lúcia já crescida, até mesmo interessada em garotos e em ficar mais bonita. Isso foi abordado, de maneira sutil, por Lewis em "A Última Batalha", sétima das crônicas, mas com Susana. O diretor Michaal Apted também resolveu (quase), dar nome aos bois e deixa quase explícito que Aslam, o Leão, é a representação de Deus, numa das cenas finais.
De um modo geral, "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada", pode ser definido assim: uma mistura entre o primeiro e o segundo filmes da série. Ele mescla elementos mais teológicos, bastante abordados no primeiro longa, com cenas mais violentas de batalha criadas no segundo. A mistura não é ruim, mas, como dito no começo da análise, o resultado final não passa do "bom" (em tempo, ainda acho estranho crianças batalhando e empunhando espadas melhor do que adultos).